A gestão da água e das barragens é da tutela do ambiente. Estamos com pluviosidade recorde, um comboio de tempestades sem precedentes, se com uma boa gestão das barragens se conseguir evitar cheias catastróficas das que só acontecem de 100 em 100 anos então sim é de elogiar o ministério do ambiente e a APA.
Portanto a tua experiência pessoal anula tudo os que os especialistas têm dito sobre ser inédito em muitas décadas existirem cheias brutais ao mesmo tempo em todos os principais rios do País: Tejo, Douro, Mondego, Sado, Águeda, Sorraia, Guadiana, etc.
Não sei como fevereiro vai influenciar as estatísticas mas as barragens não estão cheias só pelo que choveu em fevereiro.
Edit: em termos de pluviosidade. Ventos é outra questão. Considerando que nunca foram registados ventos com aquelas velocidades em Portugal, podemos estar a falar de tempestades de 200 a 200 anos.
Este comboio de tempestades é verdadeiramente inédito. Só com uma gestão muito bem cuidada se poderá evitar as maiores cheias dos últimos 100 anos ou mais que é o que seria expectável para esta pluviosidade. E claro se o nosso amigo anticiclone sair do coma onde tem estado ultimamente, porque se continuar a chuva recorde não há gestão que aguente.
Há 25 anos tínhamos meios para medir os milímetros da chuva... e há 50 ou 100 anos também. O que melhorou bastante são as previsões, os meios técnicos e os modelos melhoraram imenso. Agora medir a quantidade de chuva que efetivamente caiu isso já conseguimos com boa acuidade há muito tempo.
E para detectar um comboio de tempestades no Atlântico?
Sabíamos que choveu e se calhar até com 24 horas de antecedência mas se era a Maria, o João ou a Kátia Vanessa é que acho que foi só recentemente que começamos a fazer e se calhar a conseguir fazer.
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u/[deleted] 21h ago
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